Monica Jorge interview from Jornal a bola
Monica Jonica Jorge 29, born in Coimbra and Academica here favorite team, took here coaching license IV with Paulo Bento and Rui Barros,
last 8 years working with the national team
can somebody post the photo
Página Oficial da Casa do Povo de Martim
Entrevista da Seleccionador Mónica Jorge ao Jornal 'A Bola
Vive para o desporto e o seu coração torce pela Académica. Neste momento, a grande missão de Mónica Jorge, 29 anos, seleccionadora nacional de futebol feminino, é provar que elas também sabem de bola.
Start on the national team by the hand of ex coach Nuno Cristovao now the annuncer for rtp ladies coverage, and then the assistant to the ex coach Jose Augusto
Here goal to leave the women's game in better shape then its now
Nasceu em Coimbra e orgulha-se do seu amor à Briosa, que lhe apresentou o futebol. Mónica Jorge aceitou o desafio de Gilberto Madail e tornou-se, aos 29 anos, na segunda seleccionadora nacional feminina, depois da pioneira Graça Simões.
Começou a ir ao futebol com seis anos, pela mão do pai, torcendo pela sua Académica. Logo lhe despertaram curiosidade as posições, o jogo em si. Na rua jogava com os primos e não desistia de fazer tudo o que os rapazes conseguiam.
Nunca passou sem desporto. Dedicou-se ao basquetebol, futsal, râguebi e atletismo. Quando entrou para a faculdade teve de desistir do halterofilismo, modalidade em que foi campeã regional e vice-campeã nacional, integrando a selecção num estágio de juniores.
Se há anos lhe dissessem que seria seleccionadora nacional feminina, Mónica Jorge não acreditava. Mas sempre soube que o que a faria feliz seria um cargo em que tivesse de tomar decisões, de orientar, de pensar algo viciante como um jogo.
Em consciência, diz ter perfil de liderança. Sabe ser mandona sem deixar de gerir pessoas e emoções.
Ser única entre homens foi realidade com que cedo aprendeu a lidar. Na faculdade era a única mulher da turma (também o foi na frequência do IV nível de treinador, curso em que foi colega de Paulo Bento, Rui Barros e muitos outros homens de futebol). Seguiu-se o convite para estagiar na Federação Portuguesa de Futebol, onde está há já oito anos.
Diferenças entre sexos
Iniciou-se no futebol feminino com Nuno Cristóvão, continuou depois adjunta de José Augusto. Julgava ser sucessora natural do comando das sub-19, mas Gilberto Madail reconheceu-lhe capacidade para comandar, simultaneamente, a equipa A.
Hoje, Mónica Jorge personifica o futebol feminino em Portugal, cabendo-lhe a árdua missão de pôr fim ao estigma de que as jogadoras portuguesas nada percebem do que se passa nas quatro linhas. A pouca tradição não ajuda, a ausência de resultados é enorme obstáculo.
«O meu único desejo é deixar o futebol feminino em Portugal melhor do que está hoje. Com maior projecção e sustentação na estrutura nacional. Só então me sentirei realizada», confidencia Mónica, recusando ser feminista ou fundamentalista quando o futebol distingue sexos.
«É como no ballet. Antes era raro ver um rapaz a dançar ballet e a ser um bom bailarino. É como uma mulher a jogar futebol. Homem e mulher desempenham essas actividades com diferentes formas de expressão mas igualmente bem e de forma bela. O jogo ou a dança nunca podem ser iguais, pois as características dos protagonistas também não são», opina, ciente de que a mentalidade em Portugal vai demorar a transformar-se: «Quando houver resultados, passarão a conhecer-nos mais, a apoiar-nos e a dar-nos o valor que temos de conquistar. A FPF está a apostar forte no nosso projecto, que carece de tempo.»
Beleza desperta curiosidade
Mónica Jorge é uma morena que cativa olhares. Gosta de cuidar-se. Exercita-se, cuida da alimentação, não prescinde de alguma vaidade, que tenta incutir nas jogadoras.
Será a beleza vantagem ou desvantagem nesta área? «Estamos na era da imagem. Tanto no feminino como no masculino, há a preocupação de nos sabermos apresentar. Pessoalmente, quando digo que sou a seleccionadora oiço alguns comentários», diz. «Bonita» é o adjectivo mais comum.
BI
Mónica Susana Carvalho Jorge
Data de Nascimento: 9 de Junho de 1978 (29 anos)
Naturalidade: Coimbra, onde vive
Habilitações Literárias: Licenciada em Alto Rendimento de Futebol na Escola Superior de Desporto de Rio Maior; detentora do IV nível de treinador desde 2006/2007
MÓNICA JORGE AO ESPELHO...
? O que mais a irrita?
? A falsidade das pessoas e o facto de viverem com esse defeito com toda a naturalidade.
? O que a faz rir?
? A boa disposição dos outros; a gata e o cão.
? Melhor qualidade?
? Ser humilde.
? Elogio preferido?
? Dizerem-me que tenho boas ideias.
? Hobbies?
? Prática de desporto, computadores, compras e cinema.
? Personalidade que admira?
? Dalai Lama, pela sua boa disposição, por ver o lado bom das coisas.
? Referências no futebol?
? Jorge Costa, pela sua capacidade de liderança, sobretudo enquanto jogador; Luís Figo, o senhor futebol.
? O que a apaixona no futebol?
? O facto de não ser um bicho papão. É um fenómeno que se estuda, que se aprende e se melhora. Um elemento vivo.
? Jogo de melhor recordação?
? O primeiro como seleccionadora (sub-19), vitória 4-0 frente à Grécia.