Monica Jorge confident on the future of women's soccer, she ask's for the support of the top teams, she believes we can reach the second place and qualify for the european championship
here is the details
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Confiança no futuro
Quinta-Feira , 14 Fevereiro 2008
A responsável pelas Selecções Nacionais femininas fez um ponto de situação do futebol luso e dos próximos compromissos que Portugal vai ter pela frente.
A Seleccionadora Nacional Feminina acredita que a equipa das “quinas” pode causar “uma boa surpresa” e apurar-se para o Euro'2009, considerando que o segundo lugar no grupo de qualificação está ao seu alcance.
“Acredito que a Dinamarca se apure em primeiro lugar, é claramente a melhor equipa do grupo, mas as restantes selecções têm praticamente as mesmas condições para conseguir o apuramento em segundo lugar. Acreditamos que podemos fazer melhor do que as adversárias e talvez proporcionar uma ‘boa surpresa’ ao futebol feminino português", disse Mónica Jorge.
Portugal disputa nos próximos dias uma dupla jornada na fase de qualificação, estando o primeiro jogo agendado para sábado frente à Eslováquia, no Estádio Municipal de Rio Maior, e o segundo para 21 de Fevereiro, com a Ucrânia, em Abrantes.
Mónica Jorge sublinha que o apuramento para o Euro'2009 começou na era do ex-seleccionador José Augusto, com o objectivo da equipa a ser fazer sempre o seu melhor e ganhar cada desafio seguinte.
“Se tivermos a hipótese de alcançar esse apuramento, é óbvio que o iremos agarrar com muita dedicação e humildade, sabendo que esse desafio é sempre estimulante, mas também nada fácil”, afirma.
A Seleccionadora Nacional conta com um grupo “com muita personalidade, empenhado, voluntarioso e de boa qualidade técnica”, para deixar o último lugar do Grupo 5 de apuramento, onde até agora somou apenas um ponto em três jogos (duas derrotas e um empate).
Para Mónica Jorge, há ainda que trabalhar as capacidades físicas e qualidades tácticas das jogadoras, bem como os níveis de ansiedade, recorrendo a uma fórmula que, segundo afirma, passa por acreditarem nos seus talentos.
Como pontos fortes, a técnica, que está à frente da Selecção Nacional há seis meses, salienta a dedicação, o sacrifício e o empenho das suas pupilas, aliadas à coragem e à qualidade técnica.
Noutro âmbito, a Seleccionadora Nacional lança um apelo aos clubes portugueses com maior tradição no futebol, para apostarem no sector feminino, ao mesmo tempo que elogia a constante aposta federativa.
“Penso que seria muito benéfico que os grandes clubes portugueses, aqueles que congregam à sua volta maior entusiasmo popular, começassem a apostar no futebol feminino”, afirmou.
Considerando que o futebol feminino se encontra em fase de crescimento, embora “não tão vincado como desejável”, a técnica explica que um dos maiores problemas passa pela pouca competitividade do campeonato nacional.
“Um campeonato num modelo mais competitivo criaria outro entusiasmo, maior motivação nas jogadoras e nos próprios clubes, além de melhorar o rendimento e capacidade geral das nossas atletas”, sustenta.
Mónica Jorge explica que as condições em que muitas jogadoras treinam não são, “nem de longe, nem de perto, as ideais”, pelo que os estágios da Selecção Nacional assumem uma importância acrescida para a sua preparação.
A presença nos estágios e jogos representam “uma excepção” na vida das jogadoras, revela Mónica Jorge, sublinhando que é nestes períodos que elas trabalham em “melhores condições” a diversos níveis, o que influi “decisivamente para a melhoria das suas aptidões”.
A técnica refuta a ideia de que o futebol feminino viva um período de estagnação em Portugal, contrapondo que se assiste a uma fase de “reflexão e análise”, para no futuro se poder actuar “com maior acerto e realizar projectos de médio longo/prazo que possam preencher e solucionar os problemas”.
“Não vale a pena realizarmos processos em cima do joelho, pois não trazem qualidade e quantidade duradoura. A nossa Federação (Portuguesa de Futebol) quer um ‘futuro’ para o futebol feminino e não apenas um ‘resultado’”, sustentou.
Às experientes jogadoras Carla Couto (a portuguesa mais internacional), Edite Fernandes e Paula Cristina, entre outras, estão a juntar-se novos valores, com “grande margem de progressão” no futuro, de acordo com Mónica Jorge.
“Jogadoras que já começam a ter o interesse de equipas estrangeiras e de ligas semi-profissionais, o que significa que afinal Portugal tem jogadoras tão boas ou melhores que as restantes, o que nos enche de muito orgulho e satisfação”, conclui.
Edite Fernandes, uma das capitãs da equipa das “quinas”, elogia a renovação, que “valoriza e dá qualidade” à selecção feminina portuguesa, actualmente com “uma média de idades entre os 22 e os 23 anos”.
(Com Lusa)