Camacho tied a 50 year low of six 0-0 games
OJOGO ONLINE
Há 50 anos que não se via nada assim...
ANTÓNIO PIRES
O Benfica terminou a primeira volta com o melhor ataque do Campeonato, mas anteontem não foi além de um nulo diante do Leixões e viu-se ultrapassado nesse item pelo FC Porto, que marcou quatro golos ao Braga e agora tem mais dois que os encarnados.
Feitas as contas, as águias somam 26 golos em 16 jornadas (média de 1,62 golos por jogo), um registo que não sendo brilhante também não é mau. Mau mesmo, é o facto de a equipa orientada por José António Camacho ter completado anteontem o seu sexto encontro sem marcar qualquer golo na Bwin Liga. Ou seja, em 16 jornadas apenas em dez conseguiu alvejar as redes adversárias. Nos seis jogos que não marcou, o Benfica somou quatro empates e duas derrotas que lhe custaram 14 dos 18 pontos perdidos até ao momento.
Um registo bastante negativo e que só encontra paralelo na época de 1957/58, há 50 anos portanto. Nessa temporada, Otto Glória também viu a sua equipa ficar em branco em seis das 16 primeiras jornadas, no entanto, a sua equipa foi ainda assim capaz de marcar 41 golos (!) nos restantes dez jogos.
As dificuldades que o conjunto orientado por José António Camacho tem encontrado para marcar golos são amplificadas pelo facto de o Benfica ter ficado em branco em metade dos encontros disputados no Estádio da Luz. Como se pode ver no quadro, Guimarães, Sporting, FC Porto e Leixões foram capazes de fechar a baliza aos atacantes encarnados aquando das suas deslocações ao recinto da águia, enquanto Braga e Belenenses também não sofreram golos do Benfica, quando o receberam. Refira-se, ainda assim, que os encarnados fizeram 14 golos na condição de visitados e apenas 12 como visitantes. Ou seja, nos quatro jogos que fez golos em casa, as águias conseguiram uma média de 3,5 golos por jogo. Portanto, o problema não é o número de golos marcados pela equipa, mas sim o número de vezes que se mostra incapaz de marcar. Essa é uma lacuna que José António Camacho tem que resolver urgentemente, porque nos 15 jogos que orientou a equipa - Fernando Santos era o treinador na primeira jornada - em mais de um terço (seis partidas) não festejou qualquer tento.