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SL BENFICA -BEIRA-MAR
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Benfica-2-Belenenses-1
U 19
SL Benfica 2 - 1 C.F. "Os Belenenses"
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S.L. Benfica 2 - 1 C.F. "Os" Belenenses
Sport Lisboa e Benfica: 1 - Diogo Freire; 2 - Pedro Eugénio; 3 - Abel Pereira; 5 - Roderick Miranda; 4 - João Pereira; 10 - David Simão (Cap.) (Hélio Vaz, 78'); 6 - Leandro Pimenta; 8 - Lassana Camará; 11 - Diogo Figueiras (16 - Domingos Silveiro "Adul", 32'); 7 - José Alves "Coelho" (17 - Danilo Pereira, 59') e 9 - Nélson Oliveira;
Suplentes não utilizados: 12 - Pedro Miranda; 13 - Edson Silva; 14 - Aurélio Indunga e 15 - Luís Martins;
Treinador: João Alves.
Belenenses: 1 - Adolfo Leite; 2 - Fábio Marques; 4 - Filipe Paiva; 5 - André Pires; 3 - Judilson Tuncara; 6 - Insa Sagna; 7 - André Almeida; 8 - Hugo Bral; 9 - Alfredo Ribeiro; 10 - Tiago Almeida; 11 - Daniel Pinto.
Suplentes não utilizados: 12 - Luís Rodrigues; 13 - André Figueiredo; 14 - Luís Gonçalves e 17 - Gonçalo Costa.
Treinador: Rui Jorge.
Árbitros: André Narciso, Nuno Branquinho e Luís Ramos (AF Setúbal).
Disciplina: Cartão amarelo a Abel Pereira (34'); Hugo Bral (41'); Pedro Eugénio (91') e Diogo Freire (95').
Marcadores: 1-0 Adul (43'); 2 - 0 Hélio Vaz (82'); 2 -1 Fábio Marques (85').
Melhor em campo: Leandro Pimenta (Benfica) e Alfredo Ribeiro (Belenenses).
Crónica:
A tarde estava soalheira, a temperatura a rondar os 30 ºC. O ideal para uma ida à praia queimar os últimos cartuchos de mais um Verão que chega a passos largos ao seu fim. A mesma ideia não tiveram os cerca de mil adeptos benfiquistas que se deslocaram ao recinto nº 1 do Caixa Futebol Campus, com o intuito de verem o Benfica defrontar o Belenenses em jogo a contar para a 3ª jornada do Nacional de Juniores.
João Alves, treinador dos jovens encarnados, manteve o figurino que derrotou, a meio da semana, a equipa do Oeiras. A única novidade foi mesmo a troca de jogadores no flanco, com José "Coelho" a variar para a direita do ataque, passando Diogo Figueiras para o lado oposto.
Domínio repartido
O jogo começou com um ligeiro ascendente do Belenenses, mais seguro no passe e a explorar a espaços o contra-ataque. Não se estranhou, portanto, que a primeira grande ocasião de golo nascesse mesmo por parte dos azuis do Restelo, e logo aos 5 minutos, com Daniel Pinto (extremo esquerdo bastante rápido e com excelente técnica individual) a aparecer no raio de acção de Pedro Eugénio, trocando-lhe as voltas com uma finta curta para o interior da grande área, rematando em seguida ao lado da baliza de Diogo Freire. Estava dado o aviso que o jogo que esperava o Benfica iria ser tudo menos fácil.
A alteração nos flancos levada a cabo por João Alves durou pouco tempo, pois aos dez minutos já Figueiras tinha retornado ao seu posto de origem, em troca com Coelho.
Um minuto depois, numa combinação na esquerda entre o extremo ex-Inter e João Pereira, a bola sobra para Leandro Pimenta, que driblando um adversário com um toque subtil, remata por cima da baliza belenense. Volvidos mais 3 minutos, o centro-campista volta a estar em destaque ao isolar na perfeição o ponta de lança Nelson Oliveira, que com tempo, ilude o guarda-redes adversário, mas fica sem ângulo para o golo, rematando alto e desviado.
Por esta altura o Benfica já tinha equilibrado as forças, mostrando-se então disposto a resolver o jogo, criando inúmeras oportunidades de golo, como aquela que Diogo Figueiras desperdiçou na cara de Adolfo Leite. A jogada foi de Lassana Camará na esquerda, que com um cruzamento adocicado colocou o esférico na zona frontal à baliza do Belenenses, mais concretamente no ponto de penalti, onde surgiu Figueiras a rematar frouxo e sem direcção.
O caudal ofensivo dos benfiquistas avolumava-se, mas deixava-os expostos às contra ofensivas azuis. Exemplo disso foi dado aos 20 minutos da partida, quando Daniel Pinto, velocíssimo, lê a jogada de um companheiro de equipa e arranca para a baliza de Diogo Freire. Valeu ao Benfica, a rapidez do seu guarda-redes a sair dos postes e a fazer a mancha.
Nos minutos que se seguiram o Benfica dispôs de mais duas grandes oportunidades para inaugurar o marcador, sendo a mais flagrante protagonizada por Figueiras. Isolado por Leandro Pimenta, o jovem extremo cavalgou rumo à área adversária, tirou o guarda-redes do caminho e com a baliza à mercê rematou às malhas laterais. Esteve perto de se gritar golo nas bancadas do Seixal.
Esta foi a última intervenção de Figueiras na partida, que à passagem da meia hora foi substituído, dando o seu lugar a Domingos Silveiro (Adul).
Poucos minutos após ter entrado em campo, Adul mostra-se aos aficionados benfiquistas e por conseguinte, aos jogadores do Belenenses. Numa jogada individual sobre a direita, o avançado cruza recuado para a zona da meia-lua, onde surge o capitão David Simão a desferir um remate poderoso. A bola embate num defesa contrário e quase trai o guarda-redes Adolfo Leite, que com uma estirada perfeita desvia a bola para canto.
O Benfica apertava o cerco e em consequência disso eis que surge o primeiro golo da partida. Adul, o tal que desbaratou por completo a defensiva do Oeiras a meio da semana, aproveita da melhor forma um canto a favor dos encarnados. João Pereira cabeceia sem oposição dentro da pequena área adversária, permitindo a defesa de Leite; a bola sobra para o defesa que em mais uma tentativa procura o golo sem sucesso; o esférico sobra para Adul que com a baliza escancarada empurra para o 1 - 0. Estávamos no minuto 43 da partida e pouco depois o juiz André Narciso dava por terminada a primeira parte do encontro.
Alterações tácticas de parte a parte
O recomeço da partida trouxe-nos um Benfica a alinhar numa disposição táctica diferente, com Adul a fazer companhia a Nelson Oliveira na frente de ataque, encontrando-se a ala esquerda a cargo de Lassana Camará e a direita pertença de Coelho. A defensiva, essa, mantinha-se inalterada.
Estas alterações tornavam o Benfica mais ofensivo, porém, nos primeiros instantes da 2ª parte até se pode falar em superioridade por parte do Belenenses, que em pouco mais de 3 minutos criou um par de ocasiões perigosas para a equipa visitada, onde o golo do empate esteve iminente.
Ao aperceber-se da ténue reacção dos azuis, o treinador dos encarnados decide promover nova alteração táctica, passando do 4-2-4, para o 4-2-3-1, com Danilo Pereira (recém entrado no jogo para o lugar de Coelho) a actuar na posição dez, no apoio directo a Nelson Oliveira, com as alas entregues a Adul na esquerda e a Camará na direita. Aliás, foi por esse flanco que surgiu um dos momentos vistosos do jogo. Aos 65 minutos Leandro Pimenta recebe a bola, após uma jogada de insistência de Camará, e com um remate portentoso de pé esquerdo envia a bola à trave da baliza de Leite. Ouviu-se um "bruaá"e um coro de palmas a incentivar o jovem que começava a cotar-se como um dos melhores jogadores em campo. No minuto seguinte, Pedro Eugénio que até então tinha estado muito preso lá atrás, tira um cruzamento milimétrico para a cabeça de Nelson Oliveira, que cabeceia sozinho para uma grande defesa do guarda-redes adversário.
Com o Belenenses a mudar o esquema táctico de 4-3-3 para 4-4-2 losango, os laterais do Benfica passar a desfrutar de maior liberdade, sendo que quem mais cresceu de rendimento foi Pedro Eugénio em detrimento de João Pereira.
Os 78 minutos de jogo marcam a estreia de Hélio Vaz com a camisola do Benfica. O extremo, ex-Olímpico do Montijo, cedo começou a mostrar bons pormenores e bom entrosamento com os colegas, criando inclusivamente uma óptima oportunidade de golo. Com um cruzamento desde a direita do ataque encontra Nelson Oliveira na pequena área, que com um domínio perfeito roda sobre o central adversário e à meia volta remata para mais um defesa vistosa de Adolfo Leite. No entanto o melhor estaria para vir no minuto seguinte. Nelson Oliveira isola Camará, que remata seco e colocado para mais uma defesa de Leite, a bola sobra para Vaz, que só tem que empurrar para o golo. Melhor início seria impossível para o jovem montijense!
A equipa da casa serenou com o tento da tranquilidade mas pecou por excesso. Aos 85 minutos, uma desatenção de toda a defensiva encarnada deixa o corredor esquerdo aberto para que o lateral André Pires corra sem oposição e cruze à vontade, onde o outro lateral, Fábio Marques aparece a finalizar sozinho.
O golo galvanizou as hostes azuis e perto dos 90 minutos, o número 10 visitante surge isolado frente a Diogo Freire, mas não consegue o golo graças a mais uma saída destemida do jovem guardião. Contudo, o lance foi invalidado por fora de jogo. Quem não acatou de ânimo leve a decisão foi Rui Jorge, que insurgindo-se contra o árbitro e entrando dentro do rectângulo de jogo enfureceu os adeptos benfiquistas.
Aos 94 minutos um último calafrio para a defesa do Benfica. Roderick Miranda falha a intercepção e o consequente alívio, e Artur Lourenço, aproveitando o desacerto do central, remata sozinho, mas fraco e desviado.
Estava dado o canto do cisne num jogo que se mostrou intenso, bastante bem disputado e com uma ou outra dúvida no critério utilizado pelo árbitro André Narciso, sempre em prejuízo dos jogadores do Benfica.
Análise Individual (Sport Lisboa e Benfica):
Diogo Freire: Temerário a sair dos postes e bastante rápido a ler as intenções adversárias. Com muito mais trabalho do que aquele que teve na passada quarta-feira, mostrou-se sempre seguro e transmitiu confiança aos seus colegas.
Pedro Eugénio: Bastante mais comedido desta vez. Rui Jorge soube ver o perigo que este jovem cria quando tem espaço na ala, e colocou-lhe um extremo igualmente rápido e tecnicista a refrear os ânimos. Com a saída de Daniel Pinto do seu caminho, mostrou finalmente aquilo que é capaz. Raides impressionantes e cruzamentos teleguiados.
Abel Pereira: A mobilidade dos avançados contrários não permitia grandes veleidades. Sempre disponível, mostrou garra e submissão. Carácter viril valeu-lhe um cartão amarelo ainda na primeira parte.
Roderick Miranda: Mais intranquilo que o seu colega de sector, falhou algumas intercepções. Exemplo para a confusão que criou a Diogo Freire.
João Pereira: Bastante lento e sempre muito recuado. Nota-se perfeitamente que lhe faltam rotinas de lateral, dado ser um central de raiz. Pouco apoiou o ataque, mas sólido a defender. Não comprometeu.
David Simão: Muito mais em jogo desta vez. Procurou sempre a bola e endossá-la da melhor maneira aos seus colegas, embora nem sempre com sucesso. Excelente nos lançamentos longos e no remate de meia distância. 90 minutos sem rasgos.
Leandro Pimenta: O melhor em campo. Eficaz a defender e forte a desequilibrar nas acções ofensivas. Do seu pé esquerdo saíram 3 passes a rasgar e a isolar colegas seus. Destaque para um remate violentíssimo à barra do Belenenses.
Lassana Camará (Saná): Mais um com grande disponibilidade e abnegação. Bastante batalhador, sabe sempre o que fazer à bola mal a recupera. Hoje foi trauteando terrenos "desconhecidos" sem nunca comprometer a estratégia da equipa.
Coelho: O mesmo problema. Revela bons pormenores técnicos, mas o seu futebol é pouco esclarecido. Necessita de mais confiança.
Diogo Figueiras: Até entrou bem no jogo. Recuava no auxílio ao colega de flanco e mostrava-se sempre que podia. Como ponto alto da sua exibição teve um remate fraco frente a frente com o guardião do Belenenses. Saiu à passagem da meia hora de jogo.
Nélson Oliveira: Trabalho ingrato para este jovem ponta de lança. Sozinho entre os centrais teve tarefa árdua. Muitas vezes surgiu no flanco para criar desequilíbrios. Não pede licença para rematar.
Domingos Silveiro (Adul): Este rapaz ameaça ser o amuleto da sorte para o Benfica. Sempre que parte do banco marca e mexe com o jogo. Neste encontro não foi excepção. Veremos para quando a titularidade.
Danilo Pereira: Um jovem que se demarca pela compleição física. Hoje surgiu na posição 10 e revelou bons pormenores. Bom domínio de bola em progressão.
Hélio Vaz: O extremo oriundo do Olímpico do Montijo por certo que não sonhava com uma estreia tão auspiciosa. Bastante dinâmico no flanco direito do ataque benfiquista. Combinou bem com Pedro Eugénio e marcou um golo.
Declarações:
João Alves (treinador do Benfica):
"O Belenenses é um adversário de respeito. Tivemos um jogo muito bom hoje aqui no Seixal. Tanto o Benfica como o seu adversário lutaram pela vitória, mas o cansaço decorrente do torneio em Itália continua-nos a pesar nas pernas. Agora segue-se um período de mini férias, que durará 4 dias. Decidimos que seria a melhor opção para os rapazes."
David Simão (capitão do Benfica):
"Conseguimos uma vitória justa frente a um adversário aguerrido e, que tal como nós, luta pelo acesso à 2ª fase do campeonato. Apesar de nos sentirmos cansados demos mostras que somos uma excelente equipa, com um espírito de sacrifício enorme e a partir daqui queremos continuar a ganhar para alcançarmos o nosso objectivo.
Quero também dizer que é um orgulho poder ser capitão deste grupo fantástico!"
Texto: Ricardo Carvalho.
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