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OJOGO ONLINE
O Benfica um a um
E Miccoli resolveu
FILIPE PEDRAS
6 Quim
Seguro a sair dos postes, não fez uma defesa digna desse nome em toda a primeira parte. Apenas uma intervenção, e de calibre: aos 59 minutos, o guardião voou para dizer “não” ao remate de Juliano.
6 Nélson
Sentiu algumas dificuldades a defender no primeiro quarto de hora e, depois de mais um encontro com inúmeras arrancadas estéreis, voltou a estar ligado a um golo, no caso o primeiro do jogo. O lateral fez um cruzamento tenso para a área, e Nuno Gomes acabou por deixar a bola para o remate certeiro de Miccoli. Um lance que tranquilizou o defesa.
7 Luisão
Imperial. Vão escasseando os adjectivos para qualificar as exibições do “gigante” encarnado, que terminou mais um encontro com a folha de serviço imaculada. Excelente nas dobras a Nélson, implacável no jogo aéreo e irrepreensível nos cortes à flor da relva, ainda teve, na cabeça, a oportunidade (49’) de facturar, mas o disparo saiu ao lado.
6 Anderson
Um furo abaixo do seu companheiro no eixo defensivo. Mais faltoso, viu o cartão amarelo logo aos 31 minutos, apesar de também ter estado longe de comprometer na acção defensiva.
6 Léo
Parecia embalar para uma grande exibição enquanto Rui Costa esteve do seu lado e caiu um pouco com a entrada de Karagounis. A fluidez e o entendimento com o internacional grego foram ganhando eficácia com o passar dos minutos, e foram vários os lances de envolvência no ataque, como tanto gosta.
7 Petit
Decisivo na hora de ganhar o meio-campo. Quase sempre bem posicionado, arrancou alguns cortes providenciais e nunca complicou. Pelo meio, foi tentando a sua sorte na meia-distância e, aos 43 minutos, só mesmo o poste lhe negou o festejo. Bem ao seu estilo, deixou tudo nas quatro linhas.
6 Katsouranis
O registo habitual. Bem na leitura de jogo e na simplicidade com que resolveu aparentes situações complicadas. Aos 18’, foi excelente o cruzamento para Nuno Gomes, mas o ponta-de-lança não deu o melhor seguimento ao lance. Decisivo também pela reincidente mostra de cultura táctica.
3 Rui Costa
Queixoso, ainda fez uma espécie de autoteste antes de fazer sinal para o banco de suplentes, mas as dores na coxa direita não o deixaram continuar. Saiu, por isso, logo aos 13 minutos.
7 Simão
Voltou a actuar na posição 10 e deixou bem vincado que pouco interessam os terrenos que pisa. Jogou e fez jogar, voltando a cotar-se como um dos melhores em campo. Preencheu toda a frente de ataque – descaiu por diversas vezes, tanto para a esquerda, como para a direita – e foi sempre uma dor de cabeça para a retaguarda insular.
5 Nuno Gomes
Está em nítido défice de confiança. Ninguém o pode acusar de não lutar, mas quase nada lhe saiu bem. Exemplo disso mesmo foi o lance em que deu por si na cara de Diego (40’), no qual, apesar de o ângulo de remate já não ser o melhor, atirou à malha lateral. No lance do primeiro golo encarnado é ele, contudo, quem divide o esférico com Ricardo Fernandes.
6 Karagounis
Quase não teve tempo de aquecer antes de substituir Rui Costa, logo aos 13 minutos. Entrou bem, todavia, no encontro e cedo mostrou que transpirava vontade de fazer tudo rápido e bem. Acima de tudo, esteve bem a fechar o seu flanco e ainda teve tempo para assustar os comandados de Carlos Brito com um disparo forte à entrada da grande área, que saiu pouco ao lado da baliza à guarda de Diego.
4 Paulo Jorge
Saltou do banco aos 82 minutos e pouco ou nada acrescentou ao futebol encarnado. Foi importante, contudo, na tentativa de evitar o “massacre” insular, pois foi sempre uma opção válida nas saídas para o contra-ataque.
– João Coimbra
Entrou em período de descontos.
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