Francisco Jordao 20 pts
Betinho 23
OJOGO ONLINE
revolta da alma lusa
ANTÓNIO GONÇALVES RODRIGUES, em Madrid (Espanha)
A alma lusa está viva e de boa saúde. Desafiando as previsões de “entendidos” de todo o Mundo, os ratinhos diabólicos voltaram a mostrar as garras e sublinharam a sua candidatura ao torneio de apuramento olímpico, apesar de o veneno croata ter funcionado ao contrário desta vez. A incontestável vitória de Portugal, ontem, sobre Israel, mantém vivas as esperanças de passagem aos quartos-de-final, que poderão vir a ser discutidos com a campeã europeia e vice-campeã mundial, Grécia.
O descanso dado por Valentyn Melnychuk na véspera parece ter feito bem aos jogadores, que entraram a todo o gás, com uma eficácia a toda a prova. Com cinco minutos de jogo, Portugal já vencia por 15-5, com três triplos convertidos noutras tantas tentativas (dois de João Santos e outro de Francisco Jordão). A defesa estava particularmente coesa e Betinho Gomes e João Santos mandavam nas tabelas, com quatro ressaltos cada um ao fim dos primeiros dez minutos. Ainda Israel não tinha percebido o que lhe caíra em cima e já Portugal vencia por 17 (28-11).
Mas os israelitas também começaram a acertar com os lançamentos e, muito à custa dos suplentes Lior Eliyahu (29 pontos) e Matan Naor (quatro triplos em seis tentativas) foram diminuindo, progressivamente, a diferença, que passou a rondar os 12 pontos com que se chegou ao intervalo (46-34).
No terceiro período, Portugal voltou a acelerar um pouco e atingiu a maior diferença no jogo, com 19 pontos de vantagem, que eram 17 à entrada do derradeiro quarto.
Foi nessa altura que alguma pequena desconcentração fez abanar um pouco uma estrutura que nunca se tinha mostrado tão sólida, coerente e inspirada. A pouco menos de quatro minutos para o final, João Santos foi desqualificado com uma falta anti-desportiva (a segunda) a meio-campo. Israel converteu os dois lançamentos e um triplo. A vantagem chegou a cair para oito pontos, mas os lusos, desta vez, souberam controlar a ansiedade, o jogo e o resultado. Agora, venha a Grécia.
Ratinhos gigantes mandaram nas tabelas
As duas equipas têm a mesma média de alturas (1,98m), mas o poste israelita ganha cinco centímetros ao seu homólogo português (2,10m contra 2,05). Mas quem mandou nas tabelas foram os ratinhos, com 45 ressaltos conquistados contra os 25 dos israelitas.
A percentagem de lançamento também sorriu aos portugueses, com 51 por cento de eficácia contra os 48 israelitas nos lançamentos de campo. João Gomes, com 18 tentativas (eficácia de 50 por cento) e Francisco Jordão, com 13, foram os que mais tentaram. Nos únicos itens em que a Selecção Nacional esteve pior que os seus adversários de ontem foi nos lances livres, com 75 por cento contra 81, e nos turn overs, com 19 cometidos contra apenas 17 dos israelitas. Francisco Jordão, com nove assistências, esteve imparável nesse aspecto, enquanto Betinho Gomes, com 11, e João Santos, com sete, foram os melhores nos ressaltos.
A figura: JOÃO GOMES
Espectáculo
A presença no Draft da NBA dava credenciais que não estão ao alcance de todos. Ontem, finalmente puxou dos galões e mostrou ao Mundo quem é Betinho Gomes. Fez um duplo-duplo com 23 pontos e 11 ressaltos, nos 34m41s que esteve em campo, sendo o português que mais tempo jogou. Ainda deu espectáculo com três afundanços, ao melhor estilo da NBA.
Portugal 94 - Israel 85
Árbitro | Kestutis Pilipauskas | Anibal Castaño | Olegs Latisevs
Local | Telefonica Madrid Arena
Filipe da Silva 13
João Betinho Gomes 23
João Santos 12
Francisco Jordão 20
Élvis Évora 2
Miguel Minhava -
Mário Fernandes 5
Paulo Cunha 9
Jorge Coelho 8
Paulo Simão -
Miguel Miranda 2
Sérgio Ramos nj
19 Yotam Halperin
2 Jeron Roberts
7 Meir Tapiro
- Ido Kozikaro
2 Yaniv Green
7 Dror Hagag
- Moran Roth
29 Lior Eliyahu
7 Guy Pniny
12 Matan Naor
- Amit Tamir
nj Erez Marckovich
Marcador | 28-14 [1º P] |