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A magia de Quaresma
Quaresma the MVP of the game
A figura
QUARESMA 8
O avançar do cronómetro permitiu ao magnífico estádio do Arsenal conhecer o verdadeiro Quaresma, algo tímido nos primeiros instantes da contenda e a optar pela simplicidade de processos, em vez da habitual ementa do género "quero, posso e mando". Desinibiu-se por completo na segunda parte e começou então a pintar a manta, com a genialidade que se lhe reconhece. Ofereceu o primeiro golo a Simão, com a execução de um centro milimétrico, e esteve no lance do segundo, quando solicitou Hugo Viana para o cruzamento que Ricardo Carvalho transformou no segundo golo da noite.
81'
Já estava nas suas sete quintas e Miguel solicitou o corredor. Quaresma olhou e tirou cruzamento perfeito para um remate de primeira e perfeito de Simão, a valer o golo e a supremacia na marcha do marcador.
Afirmação
Ainda não se estreou a marcar pela Selecção Nacional, mas parece ter ganho, definitivamente, o seu espaço entre os eleitos de Scolari. Nenhuma selecção dispensará o Quaresma do FC Porto (!), para uns o melhor avançado da actualidade a cruzar.
7 internacionalizações
0 golos
203º top internacionalizações
32’ em jogos do apuramento
07-02-2007
O Jogo Online
Ricardo 6
A segunda parte revelou-se bem mais tranquila, o ataque brasileiro esteve menos activo e o guarda-redes português pôde apreciar o espectáculo. Globalmente, esteve ao seu nível e colocou sempre bem a bola quando utilizou os pés, algo que faz com alguma facilidade.
Miguel 6
A primeira metade foi bem mais exigente, perante o assalto quase constante de Rafael Sóbis e de Gilberto. Respirou melhor após o intervalo e começou então a aventurar-se em termos ofensivos. Nasceu dos seus pés o lance do primeiro golo, já que foi ele a recepcionar o pontapé longo de Helton e a solicitar o corredor para Quaresma.
Ricardo Carvalho 7
Uma exibição tranquila e equilibrada, mais laboriosa do ponto de vista defensivo na primeira parte. Mais desafogado após o intervalo, o pupilo de Mourinho fechou a contagem no marcador, num lance em que desceu à área contrária, à semelhança do que faz quando veste a camisola do Chelsea.
Jorge Andrade 6
Recuperou o posto de titular 11 meses depois, ainda que o calvário por que passou se tenha dissipado com jogos ao serviço do Corunha. Adriano colocou-lhe menos problemas do que Fred e terminou o jogo sem sobressaltos.
Caneira 4
Não conseguiu chegar ao suficiente. Jogou apenas o primeiro tempo e conheceu o Brasil mais temível. Maícon e Elano colocaram-lhe muitas dificuldades. Pareceu ter ficado em dificuldades físicas perto do descanso, após ter sido "tocado" por um adversário.
Petit 7
Valeu por três (!) no plano puramente defensivo, afinal de contas o papel principal de quem preenche a zona tampão. Uma exibição segura, valente, determinada, chegando ao ponto de ganhar lances de cabeça em zona onde os centímetros por norma ditam leis.
Tiago 5
É um jogador que pressiona menos do que Maniche e deixa por isso jogar mais o adversário. Cresceu com a equipa no segundo tempo, mas entendeu-se o porquê da rendição (66').
Deco 5
Demorou muito a aparecer no jogo. Paulatinamente, foi "entrando" e começou então a construir e a ajudar a equipa a chegar mais à frente. Um ou outro lance à Deco, mas apenas uma exibição suficiente.
Cristiano Ronaldo 6
As suas acelerações são sempre uma delícia e causam, invariavelmente, algum pânico entre quem defende. Aos 26', rematou forte na cobrança de um livre, mas a bola saiu ao lado. Faltaram, todavia, mais lances virtuosos e situações para testar o seu pontapé.
Postiga 5
Perdeu o duelo com Helton, seu companheiro do FC Porto. O guarda-redes brasileiro travou os dois remates do ponta-de-lança, sobretudo um homem batalhador e esforçado. Para não fugir à regra, foi apanhado vezes sem conta na posição de fora-de-jogo, algo que precisa rectificar nos próximos tempos.
Paulo Ferreira 5
Jogou como lateral-esquerdo, posição que não lhe é já estranha. Beneficiou claramente de o Brasil ser menos pressionante e ofensivo, mas mostrou-se sólido e eficaz nas suas acções. Subiu no terreno quando as oportunidades o permitiram.
Hugo Viana 5
Beneficiou do facto de Portugal estar "por cima" para tomar rapidamente o pulso ao jogo e integrar-se por osmose. Saiu dos seus pés o cruzamento que Ricardo Carvalho desviou para o segundo golo da noite.
Simão 5
Entrou bem no jogo e apanhou o ritmo em dois tempos, algo que lhe é peculiar quando chamado a render algum companheiro. Marcou um golo vistoso, o primeiro, num pontapé de primeira, onde a forma como se disponibilizou e atacou a bola foram determinantes para o sucesso.
João Moutinho 4
Um remate à baliza e pouco mais. Procurou ocupar o seu espaço e tomar consciência das tarefas a desempenhar.
Nuno Gomes 4
Cerca de 15' no relvado e nenhuma chance para testar o remate, o que se pede sempre ao ponta-de-lança. Nesse aspecto, não conseguiu imitar Postiga, mas também ele foi apanhado em fora-de-jogo!
Meira -
Entrou no período de descontos e não deu para suar para o duche, ele que foi um dos pilares defensivos de Portugal no Mundial da Alemanha, no Verão passado.