Estarreja not quitting
Gafanha -2-CDEstarreja-3
http://www.diarioaveiro.pt/11016.htm
FUTEBOL/Nacional da III Divisão - Série C
Gafanha 2
Maia; Simon, David, Isidro e Óscar Carvalho; Pedro Chaves, Marquitos e Ricardo; Hippy, Carlos Rui e Vinagre.
Substituições: Pedro Chaves por Hugo Alves (58m), Simon por Sidónio (66m) e Vinagre por Ilídio (80m).
Suplentes não utilizados: Cotrim, Ruça, Óscar Ribeiro e Renato.
Treinador: António Flávio.
Estarreja 3
Rui Pedro; Hélder, Pesquina, Paulino e David; Ricardo, Tarola e Eduardo; Napoleão, Bruno Xavier e Jorge Emanuel.
Substituições: Napoleão por César (62m), Bruno Xavier por Bonfim e Tarola por Costa (ambos aos 80m).
Suplentes não utilizados: Tony, Lito, Emanuel e Fábio.
Treinador: Claudomiro.
Complexo Desportivo da Gafanha da Nazaré
Assistência: cerca de 350 espectadores.
Arbitro: Joaquim Gayo (CA Braga)
Auxiliares: José Silva e José Sousa
Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Bruno Xavier (1m), Carlos Rui (44m), César (64 e 72m) e Isidro (94m), de grande penalidade.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Napoleão (25m), David (39m), Pedro Chaves (55m), Jorge Emanuel (75m), Bruno Xavier (79m) e Hélder (85m). Cartão vermelho, directo, para Hippy (68m).
Eduardo Jaques
Eduardo Pina (Foto)
Ao intervalo alguém chamou a César o pequeno «Speedy Gonzalez». Comprovou-se mais tarde que se tratava de facto de um exímio executante, rápido e eficaz. Entrado a substituir Napoleão, rapidamente ganhou fulgor na frente de ataque e, com dois remates a jeito, desfez a igualdade. Impressionante no passe e na frieza de movimentos, haveria de voltar a marcar oito minutos mais tarde, aproveitando da melhor maneira uma tremenda «fífia» de Isidro num atraso para Maia.
A jogar a uma só velocidade na etapa complementar, depois de uma primeira parte bem conseguida, os locais acabaram por se deixar «atarantar» com as voltas e reviravoltas do adversário, quando o Estarreja se assumiu a meio campo, com suficiente mobilidade e criatividade de Tarola e Ricardo. Optando por recuar no terreno, o Gafanha não se deu conta da velocidade instantânea de César, que viria a dar um «tunning» ao ataque forasteiro.
O primeiro aviso foi dado logo aos 53 minutos, quando Bruno Xavier desperdiçou, isolado, a oportunidade de marcar. O dianteiro César entraria pouco depois, e logo que pôde fuzilou a baliza à guarda de Maia. Nada que não fosse previsível, tal o nervosismo com que a defesa e o meio campo da turma da «casa» actuava. Reduzido a dez a partir dos 68 minutos, por expulsão de Hippy, o Gafanha deixou de funcionar como equipa quando se apercebeu que estava a perder terreno.
De cabeça perdida, e sem saber o que fazer para corrigir a falta de estabilidade e as mutações a meio campo, acabaria por permitir que César fizesse o 3-1 e que Bruno Xavier estivesse à beira de marcar o «quarto». Tudo porque o Estarreja mantinha bem estruturada a sua base de ataque, com César, Bruno Xavier e, mais tarde, Bonfim; e não permitia grandes desmandos no sector defensivo, onde Pesquina e Ricardo chegavam para «tomar conta» do irrequieto Carlos Rui e de Marquitos.
Daí que a vitória assente bem ao Estarreja, que deu importante passo na fuga à despromoção. E venha castigar de algum modo a ineficácia dos locais, que longe de brilhar terminaram a partida, como se costuma dizer, de «gatas» e subserviente.
Arbitragem razoável.