Boavista ladies holding on,
O Norte Desportivo Online
captain hope's for a better future
«CAPITû DO BOAVISTA CONTINUA CONFIANTE NO FUTURO
AINDA ACREDITAMOS
Continua indefinida a situação do Boavista. Para já, enquanto participam no Torneio Patricius, as jogadoras mantêm acesa a esperança de que o futuro é risonho. A «capitã», Sandra Silva, revela o espírito.
Sílvia Soares
silvia.soares@onortedesportivo.com
Apesar do fim pode estar a um pequeno passo, a esperança continua a reinar no plantel das «axadrezadas».
A «capitã» do Boavista, Sandra Silva, confessa a O NORTE DESPORTIVO que “enquanto à vida à esperança” e, por isso, mantém-se confiante no «amanhã» das vice-campeãs nacionais. Admite que enquanto não for conhecido o veredicto do recurso do Boavista ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ninguém no clube do Bessa vai assumir ou adiantar o que quer que seja, sobretudo, porque uma coisa é a colectividade se manter no escalão principal do desporto-rei e os apoios poderão ser uns, e outra é descer de Divisão – como foi decretado pela Liga.
“Está tudo na mesma. Segundo nos disse a nossa directora, que esteve presente na última Assembleia Geral do clube, o responsável pelo departamento pediu para que aguardássemos porque enquanto essa decisão não saísse ninguém poderia tomar qualquer decisão”, adianta ao nosso jornal, Sandra Silva.
Se acabar, acabo a carreira
A média do Boavista, uma das jogadoras mais antigas no clube, não esconde a “tristeza que lhe vai na alma” por “toda esta situação” e admite que “nunca pensou que o clube chegasse a uma situação como actual”. E confessa: “Não tenho palavras para descrever o que isto me faz sentir. Sinceramente. Por isso, é que quero acreditar que vai melhor e as portas não se vão fechar. E, isto, ainda afecta mais as mais novas, que têm um futuro pela frente e o podem ver estragado”.
A «capitã» das «panteras» admite que a “decisão da Federação vai marcar um novo rumo no Boavista” e, sobretudo, “face às modalidades amadoras”, já que “em caso de descida, dificilmente essas se manterão em funcionamento”. E nessa lista está o futebol feminino – secção que mais títulos nacionais tem no seu historial –, que a sobreviver de toda a avalanche exige melhores condições de trabalho: “Ninguém imagina, a não sermos nós, as condições em que tantas vezes treinámos. É impressionante e assim, mesmo que a secção se mantenha, vai ser muito difícil nos mantermos”.
Por fim, Sandra Silva, professora de profissão, não esconde que o seu grande sonho e desejo é terminar a carreira no Boavista e com o título de campeã nacional. Se, porém, a secção fechar assume o “fim da carreira”, por “muito que lamente e que não fosse o «adeus» ambicionado”.