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2ª Jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores
Local: Estádio do Mar, em Matosinhos.
Data: 4 de Maio de 2008.
Equipa de arbitragem: Albano Correia assistido por Duarte Oliveira e Inácio Pereira.
LEIXÕES SPORT CLUBE: Jorge; Magalhães, Sonie, Luís e Sequeira; Oliveira, Simões, Arsénio e Daniel; Freitas (Serrano aos 78') e Cacheira.
Suplentes não utilizados: Artur, Óscar, Miguel, Reis, Mauro e Ricardo.
Treinador: Joaquim Santos.
SPORTING CLUBE de PORTUGAL: Victor Hugo Golas; Mihai Radut (William Owuso aos 73'), Weliton Matos, Vinícius Golas e David Santos; André Santos, André Renato Martins e Vivaldo Arrais (Diogo Rosado aos 63'); Marco Matias, Bruno Matias e Wilson Eduardo (Diogo Amado aos 78').
Suplentes não utilizados: André Filipe Martins, Jorge Abreu, Diogo Viana e Luís Páez
Treinador: José Lima.
Resultado ao intervalo: 2-1.
Marcadores: 1-0 por Luís aos 11'; 2-0 por Freitas aos 14'; 2-1 por Wilson Eduardo aos 17'; 2-2 por Wilson Eduardo aos 46'; 2-3 por Bruno Matias aos 50'; 3-3 por Simões aos 60'; 3-4 por Marco Matias aos 90'.
Acção Disciplinar: Amarelos para Cacheira aos 41', Luís aos 66' e Magalhães aos 89'.
Melhores em campo: Arsénio(Leixões) e Wilson Eduardo(Sporting).
Comentário ao jogo:
Daqui a alguns anos, quando os mais lúcidos se recordarem desta partida, decerto será unânime a opinião de que o tempo que ali passaram não foi de todo em vão. Tivemos jogo! Boa moldura humana, uma temperatura bastante agradável e duas equipas com bastante espírito ofensivo. Joga bonito!
Começou melhor o Leixões, com os seus homens do miolo a efectuarem uma pressão bastante intensa à saída do seu meio-campo. Não era possível ao Sporting durante este período pensar e coordenar o jogo com toda a inteligência necessária, pelo que se começou a sentir algum desnorte, agravado pela lesão de Vivaldo Arrais. Com um miolo congestionado, foi através das alas que os leões tentaram resolver o seu problema, tentando chamar mais a jogo Bruno e Marco Matias. Foi o primeiro que mais perigo causou nesta altura, sobretudo pelas suas combinações com Wilson Eduardo.
Com o motor no máximo, o Leixões começou a criar as primeiras oportunidades. Primeiro foi Simões com um remate por cima da trave ao minuto 6, depois Freitas quatro minutos depois que em boa posição na faixa direita demorou muito tempo a encontrar posição de remate, consentindo um canto. Deste lance resultou o primeiro golo da partida, com o canto apontado por Freitas a encontrar Luís no segundo poste, que com uma cabeçada forte não deu hipóteses de defesa a Victor Golas.
Galvanizados pelo golo, os leixonenses continuaram a carregar no acelerador e minutos depois podiam mesmo ter dilatado a vantagem quando Arsénio correspondeu com afinco a um cruzamento de Magalhães. Valeu Victor Golas com uma boa defesa. As ameaças dos matosinhenses transformaram-se em realidade ao minuto 14. Uma série de tabelinhas no miolo do terreno resultou no remate de Arsénio. Victor Golas ainda defendeu mas a segunda bola apanhou Freitas que encostou para o segundo golo da partida.
A perder por 2-0, os leões começaram a aparecer mais no jogo. Vivaldo Arrais começou a ser um elemento mais activo mas seria do flanco esquerdo, mais concretamente de Bruno Matias, que nasceria o golo da resposta. Derivando da esquerda para o meio, o camisola 10 fez um passe a rasgar a defesa contrária que encontrou Wilson Eduardo que, com um remate com o pé esquerdo, não perdoou.
O Leixões acusou o golo sofrido e o Sporting, aproveitando a embalagem moral, desperdiçou de seguida algumas oportunidades. Marco Matias, após tabelinha com Bruno Matias, rematou muito por cima e André Santos e Vinícius Golas, em boa posição, permitiram a defesa a Jorge. A melhor oportunidade ficaria a dever-se, todavia, a Weliton Matos que após um canto rematou por cima da trave com a baliza completamente à sua mercê.
Os matosinhenses foram reagindo a este assalto sportinguista, com o seu meio-campo a ganhar nova hegemonia nos minutos finais da primeira parte. Num lance de combinação, Arsénio serviu Cacheira que isolado não perdoou naquele que seria o terceiro golo do Leixões não fosse o árbitro ter invalidado o lance por pretenso fora-de-jogo. No sítio onde estávamos parece que de facto o dianteiro leixonense partiu atrás da defensiva leonina, pelo que a decisão nos parece errada.
A segunda parte começou com o golo do Sporting...e logo na jogada de saída! Bruno Matias fez um passe longo para André Santos que, no flanco direito, cruzou para a pequena área onde apareceu Wilson Eduardo a cabecear para o empate. Atónitos com este golo, os leixonenses baixaram um pouco os braços e pouco depois o "buliçoso do costume", Wilson Eduardo, podia ter marcado novamente quando rematou por cima após bom passe na esquerda de Marco Matias. Apesar do falhanço o que é certo é que esta jogada serviu de ensaio geral para o golo do Sporting, ao minuto 50'. Desta vez Wilson Eduardo acertou mesmo na baliza mas Jorge correspondeu com uma bela defesa. Para azar dos visitados a bola caiu nos pés de Bruno Matias que rematou para a baliza deserta dando aos leões a primeira vantagem do encontro.
A partir daqui, o Sporting, mais sólido nesta segunda parte, controlou o jogo. Com boa troca de bola no seu miolo e com os seus alas em constantes movimentações, pensava-se que seria muito difícil aos da casa alcançarem o desiderato do empate. Porém, um lançamento longo ao minuto 60 encontrou Simões no flanco esquerdo da área que, após receber o esférico, rematou sem hipóteses para Victor Golas.
Com o jogo empatado, foi o Sporting quem mais uma vez se encarregou de fazer as despesas da partida em busca da vitória. Com Diogo Rosado bem mais activo que Vivaldo Arrais, o jogo tomou um único sentido e as oportunidade sucederam-se. Em dois minutos consecutivos, 72 e 73, Wilson Eduardo esteve muito perto de desfazer a igualdade, primeiro num remate na pequena área para defesa de Jorge e depois numa cabeçada a sair a poucos centímetros ao lado do poste esquerdo da baliza contrária.
Já com William Owuso em campo, e com André Renato Martins adaptado a defesa direito, o Sporting continuou em busca do golo, tentando sobretudo surpreender o seu adversário quer por incursões pelas faixas ou por jogadas no meio no limite do fora-de-jogo. Esgotado, Wilson Eduardo saiu e Marco Matias passou a ser o principal encarregado de dinamizar a frente ofensiva leonina. A três minutos do fim, William Owuso, cara-a-cara com Jorge, rematou para defesa do guarda-redes tendo também desperdiçado a recarga com um remate fraco que Sonie conseguiu aliviar.
Quando todos pensavam que o empate ia ser o resultado final, um lançamento longo encontrou Marco Matias no flanco direito. O nº7 desembaraçou do último defesa contrário e, à saída de Jorge, colocou a bola no poste direito com imensa precisão e subtileza.
Pela maior capacidade de argumentos que o Sporting apresentou a vitória assenta-se, isto se fizermos uma análise fria e racional. Mas como o futebol também é emoção, e levando em conta a entrega e determinação do Leixões, o empate também não chocaria ninguém.
Análise Individual dos jogadores do Sporting:
Victor Hugo Golas- Não teve quaisquer responsabilidades nos três golos sofridos e até evitou, nos primeiros minutos de jogo, um golo praticamente certo a Arsénio. Seguro em todos os aspectos, tem naturalmente uma nota positiva de apreciação.
Mihai Radut- Começou o jogo bastante irregular, mesclando óptimos pormenores ao nível de passe e finta com algumas desatenções. No terceiro golo, parece estar fora do seu lugar. Esteve bem quando subiu no terreno, causando desequilíbrio na defesa matosinhense.
Weliton Matos- Melhorou substancialmente na segunda parte, quando atinou com as marcações aos contrários. Nesse período fez inclusive belos passes longos. Na primeira parte, porém, teve algumas intermitências que deram instabilidade à defesa.
Vinícius Golas- Mais estável na primeira metade que o seu colega de sector, conseguiu ter uma exibição regular ao longo de todo o jogo. No período de desnorte teve, contudo, alguns períodos de aperto.
David Santos- Dos mais apagados do Sporting. Na primeira metade o Leixões praticamente só atacou pelo seu flanco e quer Daniel quer Freitas colocaram-lhe a cabeça em água, sobretudo nos lances em velocidade. Na segunda parte estabilizou mas ainda assim esteve discreto, adjectivo que se pode adaptar também ao seu jogo ofensivo.
André Santos- Teve algumas dificuldades em se fixar nos primeiros minutos de jogo mas depois arrancou para uma excelente exibição, sobretudo na segunda parte quando as suas incursões ofensivas causaram mossa. Excelente a sua participação na jogada de saída que deu o golo aos leões.
Marco Matias- Foi decisivo. A forma como se desenvencilha do defesa contrário e como bate o guarda-redes com um remate subtil está ao alcance de poucos. Na partida, foi subindo gradualmente de produção até acabar em pleno.
André Renato Martins- Distinguiu-se na forma como recuperou algumas bolas que foram decisivas. Assim, foi no aspecto defensivo que mais confortável esteve embora o altruísmo com que sempre procurou jogar mereça referência.
Wilson Eduardo- O melhor jogador em campo. Muito rápido na frente e excelente no 1 contra 1, Wilson Eduardo foi o principal grito de revolta da frente de ataque leonina. Graças a ele e à sua atitude o ataque da sua equipa nunca perdeu fôlego. Mereceu os dois golos que marcou.
Bruno Matias- Foi o "arquitecto" que mais jogadas "desenhou" ao longo de toda a partida. Combinou muito bem com os seus colegas, especialmente com Marco Matias e com Wilson Eduardo. Mereceu o golo.
Vivaldo Arrais- Dos mais discretos em campo. A lesão que sofreu nos primeiros minutos parece tê-lo condicionado. Nunca conseguiu fazer uma ligação entre a defesa e o ataque suficientemente equilibrada.
Diogo Rosado- Acrescentou mais à equipa, notando-se sobretudo pelo menor ímpeto que o Leixões a partir daí passou a ter. Bom toque de bola, importante em algumas fases de jogo.
William Owuso- Aquela perdida ao minuto 87 não é admissível, sobretudo quando a equipa precisa do resultado. Teve alguma importância na fixação da defesa contrária e na criação de espaços, mas ainda assim esteve longe de ser brilhante no período em que jogou.
Diogo Amado- Durante o tempo em que esteve em campo, cumpriu as missões que lhe foram confiadas. Apreciação positiva.
Declarações dos treinadores:
Joaquim Santos (Leixões):
"Por tudo aquilo que jogámos, não ficamos a dever nada ao Sporting. Fizemos um jogo com uma grande qualidade mas, de facto, os erros defensivos deitaram tudo a perder. Pena que o árbitro tivesse anulado um golo limpo ao Cacheira, que nos daria uma vantagem de 3-1. Tal como no jogo frente ao F.C.Porto, voltámos a sofrer um golo nos primeiros minutos da segunda parte. Para o futuro? Continuar a trabalhar para dignificar da melhor forma possível o emblema que representamos"
José Lima (Sporting):
"Entrámos mal no jogo mas depois conseguimos equilibrar. Quer no final da primeira parte, quer na segunda, produzimos um bom futebol que conseguiu sempre chegar ao último terço do campo. Não podemos sofrer golos como o terceiro. Seja como for, quero dar os parabéns ao Leixões que nos dificultou imenso esta vitória"
"Estamos em primeiro lugar, a posição mais saborosa, mas sabemos que os quatro jogos que faltam são todos extremamente complicados." "Ainda falta quase um mês para o jogo com o F.C.Porto. Acho que vai ser um jogo equilibrado e que o vencedor será aquele que menos erros cometer"
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