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Dragões sem recurso mas Pinto da Costa recorre
PRESIDENTE PORTISTA REAGE AOS CASTIGOS DA LIGA
O FC Porto reagiu ao início da noite à decisão da Liga em punir o clube com a subtracção de 6 pontos e o seu presidente Pinto da Costa com uma suspensão de 2 anos, com o líder portista a anunciar que, se não vai recorrer da perda de pontos, vai, por outro lado, apresentar recurso da pena que lhe foi aplicada.
Começando por lamentar a forma como as sanções relativas ao chamado Apito Final foram tornadas públicas - em primeiro lugar, nas páginas do Correio da Manhã - , Pinto da Costa não deixou de recorrer à fina ironia, referindo-se à "forma como foi guardado o segredo de justiça".
"O FC Porto vai ver retirados 6 pontos aos muitos que já ganhou este ano. Assim, em vez de 20 ou 21 vamos ficar apenas com 14 ou 15 pontos de avanço. Ainda para mais, relativos a uma época em que fomos campeões nacionais, europeus e do Mundo", afirmou, antes de adiantar que não vai recorrer deste castigo.
"Nem precisarei dizer porquê. Como ponho acima de todos os meus interesses os do FC Porto, como sempre pus, não iremos recorrer. A honra do clube ficará salvaguardada porque eu vou apresentar recurso. Os advogados já estão a trabalhar nessa possibilidade, e vai avançar na 2.ª feira", referindo-se à suspensão de 2 anos de que foi ele próprio alvo.
Pinto da Costa manifestou, assim, esperança que "a verdade seja reposta e provar que não tinha nada porque ser penalizado", mostrando-se ainda agradecido às centenas de pessoas que lhe enviaram mensagens e telefonemas de apoio.
Quanto ao futuro, o presidente dos dragões garantiu manter a "confiança dos accionistas para continuar a defender os interesses do FC Porto". "Não vamos esmorecer em nada. A gestão da SAD em nada será alterada, continuaremos a trabalhar com redobrado interesse, com entusiasmo e com redobrada paixão. Que fique bem claro que isto não coloca em causa a nossa acção", salientou.
"Estou convencido que vamos ficar mais fortes, para que o FC Porto, a cidade do Porto e a nossa região seja mais respeitada", concluiu.