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Madrugar e chegar atrasado
Um golo apontado nos primeiros segundos da partida não foi suficiente para lançar o Belenenses para a vitória perante um Marítimo muito organizado e inteligente
PEDRO MIGUEL AZEVEDO
O Belenenses passou ontem por um daqueles dias em que se sai da cama na hora programada para ir trabalhar mas, ao olhar para a chuva que cai lá fora, apetece virar para o lado e fazer mais um pouco de ronha. Na realidade, o despertador tocou logo nos primeiros segundos (aos cinquenta, mais precisamente) e, mal a equipa do Restelo abriu os olhos para o jogo, já estava a ganhar. É que, afinal, o relógio do Marítimo estava mais atrasado e Antchouet, após preciosa assistência de Valdiram, tirou o proveito máximo do adormecimento adversário. Foi então que os madeirenses acordaram, com tal balde de água fria, e foi a vez de a equipa da casa hibernar. O Marítimo tomou então conta da partida, marcou dois golos e teve tudo sob controlo durante a maior parte do tempo de jogo. O Belenenses andou por ali a espreguiçar-se até à última meia hora do encontro, altura em que, finalmente, o despertador voltou a tocar, accionado pelas entradas de Eliseu e, principalmente, de Verona. E a história do jogo frente ao Benfica repetiu-se, com os anfitriões a salvarem mais um ponto "in extremis", na derradeira jogada da partida. O prémio acaba por ser, talvez, demasiado chorudo para quem acordou tão cedo para o jogo e acabou por chegar a ele... atrasado.
Os pontos ficaram divididos e as equipas mantêm-se ambas arredadas das vitórias na SuperLiga. Há mais de dois meses que a do Restelo não vence (vitória frente à Académica, a 28 de Setembro) e a insular também para lá caminha (triunfo perante o Sporting, a 4 de Outubro).
Madeirenses aguentam impacto
Manuel Cajuda entrou no campo do Belenenses com um esquema de quatro defesas, dois médios de maior pendor defensivo e um quarteto mais virado para iniciativas atacantes. Neste lote destacaram-se Danny, elemento que desbaratou as marcações azuis que lhe estavam encomendadas, e Gaúcho, ponta-de-lança móvel e incomodativo. Quanto à formação da casa, posicionou-se de modo muito semelhante. Mas, tirando o lance do 1-0, poucas jogadas tiveram bom seguimento. Valdiram foi o que mais se bateu e que melhor furou a defesa visitante, mas esteve sempre mal acompanhado.
Seja como for, o Belenenses soube pressionar bem a meio campo até aos 20', falhando apenas no seguimento ofensivo dos lances. O problema é que, a dada altura, a formação de Bogicevic perdeu o controlo nessa zona, muito por mérito do Marítimo, que, de forma desinibida, começou a trocar a bola de forma rápida e precisa. O impacto do golo sofrido na madrugada da partida não afligiu os visitantes e estes apontaram os seus dois golos em três minutos, beneficiando de falhas defensivas.
Na segunda parte, o técnico do Belenenses tentou alterar o rumo da partida, lançando Eliseu e, numa fase inicial, não obteve efeitos práticos. Mas, com o tempo, a equipa da casa foi impondo mais velocidade e forçando o Marítimo a recuar no terreno. Foi uma pressão consentida, também, mas indiciava que algo podia mudar. Já com Verona, o sinal mais da formação do Restelo intensificou-se, embora antes disso os madeirenses tenham tido duas boas oportunidades para resolver tudo, por Gaúcho (51' e 56'). No entanto, num final com alguns nervos à mistura, seria o Belenenses a salvar a noite já nas compensações pelo tempo perdido. Curiosamente, a maior parte dessa perda havia sido provocada pelos próprios madeirenses, que exageraram na tentativa de segurar uma vantagem mínima. E pagaram por isso...
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Heroes of the sea, noble race,
Valiant and immortal nation,
Now is the hour to raise up on high once more
Portugal's splendour.
From out of the mists of memory,
Oh Homeland, we hear the voices
Of your great forefathers
That shall lead you on to victory!
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